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(P35)

Etnografia e Intervenção social: a pesquisa de terreno na investigação em serviço social (PT/EN/ES/FR)

Localização Sala 5, Ciências Veterinárias (Map 30)
Date and Start Time 09 September, 2013 at 09:30

Co-Coordenadors

Fernando Augusto Pereira (Instituto Politécnico de Bragança) email
Michel Binet (Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa da Universidade Lusíada de Lisboa | ISSSL-ULL) email
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Resumo Curto

Este painel pretende incentivar o desenvolvimento de estudos etnográficos no domínio da investigação em serviço social, mediante a apresentação de pesquisas de terreno que documentam e potenciam a descrição e análise das práticas e dos saberes dos profissionais da intervenção social.

Resumo Longo

Os assistentes sociais e as outras profissões da intervenção social trabalham numa variedade de locais e contextos, passíveis de serem convertidos em terrenos de pesquisa etnográfica. Cada um destes terrenos constitui uma dupla janela de observação sobre: os fenómenos de exclusão social afetando vidas singulares; sobre as respostas sociais públicas (do Estado central aos municípios), privadas e do terceiro sector (IPSS sobretudo) desenhadas e implementadas para lutar contra a pobreza, doença e outras debilidades e promover a inclusão de diversos segmentos da população sinalizados por meio de indicadores de vulnerabilidade social.

Processos administrativos e interaccionais de categorização e institucionalização de actores podem ser observados de dentro e de perto numa multiplicidade de contextos profissionais. Este olhar aproximado proporciona um retorno reflexivo sobre saberes e práticas dos profissionais, assente em descrições detalhadas ancoradas em contextos profissionais precisos.

Os organizadores deste painel apelam à submissão de propostas de comunicação que tratam, por exemplo: dos desafios levantados pela pesquisa etnográfica nos vários setores da intervenção social; das relações de inquirição no terreno e das dinâmicas de coparticipação dos profissionais nos processos de investigação; do teor e do alcance dos contributos do método etnográfico na produção de conhecimentos sobre/em serviço social; do nível de participação dos utentes/usuários/clientes; etc.

Chair: Telmo Caria

This painel is closed to new comunicação proposals.

Comunicações

"Para que servem esses apontamentos?" - Reflexões sobre os usos da etnografia como suporte epistemológico do trabalho social

Autors: Pedro Gabriel Silva (University of Trás-os-Montes e Alto Douro/CETRAD)  email
Octávio Sacramento (University of Trás-os-Montes e Alto Douro)  email

Short Abstract

Esta comunicação trata o potencial epistemológico da etnografia para o trabalho social. Em particular as oportunidades e as reacções que acompanham o recurso à etnografia e as resistências institucionais e profissionais à perspectiva crítica resultantes da observação de procedimentos interventivos.

Resumo Longo

Esta comunicação tem como objecto a relação entre a etnografia e a intervenção social, concretamente, no que se refere à actuação dos profissionais de trabalho social. Trata-se de uma reflexão que parte de dois eixos de articulação entre a etnografia e a intervenção social: por um lado, tomando a etnografia como instrumento operativo dos trabalhadores sociais (na recolha, registo e análise de dados para diagnósticos sociais e avaliação de práticas; no potenciar da aproximação entre trabalhadores sociais e os sujeitos alvo da intervenção; na abordagem das dinâmicas institucionais; etc.), por outro, como recurso válido na definição, delimitação e desconstrução dos "problemas" e "problemáticas" de intervenção. Neste quadro, a etnografia constitui-se como um instrumento de análise e avaliação dos procedimentos de intervenção, permitindo a desmontagem de práticas e orientações das instituições - uma condição nem sempre compaginável com os propósitos e interesses, seja institucionais, seja dos próprios actores profissionais. Assim, a apresentação da etnografia como instrumento do trabalho social carrega um paradoxo: de recurso operativo basilar na abordagem dos profissionais aos seus contextos, objectos e populações alvo de intervenção, mas, também, como propiciadora de leituras críticas das práticas institucionais que colocam em cheque os padrões de intervenção adoptados. Esta comunicação trata este paradoxo, partindo de casos trabalhados em contexto de estágio de Serviço Social em organizações do terceiro sector nos quais a etnografia constituiu um importante instrumento operativo e ferramenta de análise contextual.

Observações e gravações do interagir profissional dos assistentes sociais: métodos e alcance da abordagem micro-etnográfica

Autor: Michel Binet (Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa da Universidade Lusíada de Lisboa | ISSSL-ULL)  email

Short Abstract

Nas suas pesquisas de terreno, o etnógrafo pode recorrer a técnicas auxiliares de registo, recolhendo corpora de gravações / filmagens, que abrem a porta a estudos micro-etnográficos das práticas e dos saberes dos profissionais da intervenção social.

Resumo Longo

Saberes e práticas dos profissionais da intervenção social são convertíveis em objectos de estudo ao abrigo de várias metodologias de investigação empírica. Questionários e entrevistas são métodos de estudo indirecto das práticas profissionais, que se limitam a elicitar discursos dos profissionais, elaborados em resposta a perguntas de um inquiridor, colocadas dentro das fronteiras de uma situação interlocutiva exterior aos contextos de trabalho sob investigação.

A etnografia por sua vez privilegia o estudo directo das práticas profissionais (Silva et al., 2011), mediante a abertura de terrenos, que permite triangular discursos sobre as práticas e registos destas mesmas práticas observadas directamente nos contextos do seu exercício. As negociações inerentes às aberturas de terreno podem contemplar pedidos de autorização para gravar ou filmar, que abrem a possibilidade de consolidar a base empírica dos estudos das profissões pela constituição de corpora de gravações ou filmagens.

Os estudos de corpora (Baude, 2006; Freitas, 2010) operam, em estreita cooperação com a linguística interaccional (Mondada, 2006), uma viragem etnometodológica que converte as gravações e transcrições detalhadas das práticas profissionais em micro-terrenos de observação e análise conversacional (Binet & Monteiro, 2012). A nossa comunicação procura comprovar a pertinência etnográfica dos microdetalhes dos comportamentos tornados assim observáveis, em ordem ao estudo dos etnométodos conversacionais do interagir profissional próprios a um quadro interaccional central no exercício da profissão de assistente social: os atendimentos de acção social (Projecto ACASS; Binet & Sousa, 2011).

Um olhar sobre a "pobreza": percepções e significados em uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro

Autor: Michele de Lavra Pinto (Fundação Getúlio Vargas/FGV)  email

Short Abstract

Através de uma pesquisa etnografia,utilizando as técnicas de entrevista e de observação participante,com os profissionais da área de Assistência Social e com famílias beneficiárias pelo PBF que este trabalho busca descrever e analisar os significados da pobreza para beneficiários em uma favela do RJ

Resumo Longo

No Brasil desde 2003 o Programa Bolsa Família (PBF) do governo Federal tem o propósito de retirar famílias da pobreza e ou da extrema pobreza e para isso estabelece o critério da renda como forma de ingresso no programa. Na cidade do Rio de Janeiro/RJ os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), funcionam como porta de entrada para essas famílias. As CRAS são responsáveis, entre outras atribuições, pelo encaminhamento das famílias para os vários programas sociais e entre eles o PBF. Através de uma pesquisa etnografia, mediante a observação participante, o qual permite a observação direta e a interação com os profissionais da área de Assistência Social (na CRAS) e com as famílias beneficiárias, assim como a utilização de entrevistas, que permite dar conta do discurso, para outrora chegamos às representações do grupo pesquisado, que este trabalho busca descrever e analisar os significados da pobreza para os beneficiários do PBF em uma favela do Rio de Janeiro. Significados que passam por diferentes indicadores como a localização do local de residência, o acesso a bens, serviços e aos benefícios sociais. A trajetória e história de vida desses beneficiários do PBF apontam para uma diversidade de significados do que é ser pobre e assim, da pobreza, significados que não são cristalizados somente na renda.

Trabalho profissional do gerontólogo - Uma abordagem metodológica

Autors: Fernando Augusto Pereira (Instituto Politécnico de Bragança)  email
Telmo Caria  email

Short Abstract

Esta comunicação tem como objetivo explicitar a forma como as técnicas etnográficas se podem constituir como um precioso auxiliar no estudo das práticas profissionais, no caso particular relativas ao trabalho profissional dos gerontólogos.

Resumo Longo

Esta comunicação tem como objetivo explicitar a forma como as técnicas etnográficas se podem constituir como um precioso auxiliar no estudo das práticas profissionais, no caso particular relativas ao trabalho profissional dos gerontólogos. A referida comunicação resulta das atividades do projeto de investigação FCT, dedicado ao trabalho e ao saber profissional de profissionais diplomados em ciências sociais e humanas que trabalham no terceiro setor social.

Serão explicitados com o detalhe necessário todas as decisões de caráter metodológico que caraterizam este trabalho, designadamente a atenção concedida ao processo de envolvimento/distanciamento do etnógrafo com os atores e com o contexto em que a interação tem lugar.

Em termos metodológicos a técnica de observação etnográfica prolongou-se por 12 dias de trabalho não consecutivos que decorreram no espaço de um mês (correspondendo a cerca de 96 horas de observação) com um gerontólogo, tendo como objetivo principal estudar as interações profissionais do gerontólogo em contexto de trabalho numa instituição de idosos. Esta técnica foi complementada com entrevistas clínicas com outros gerontólogos e com responsáveis com entidades empregadoras dos mesmos. Por fim, foi realizado um workshop em que os dados preliminares do estudo foram alvo de uma apreciação crítica e interpretação dos mesmos pelos próprios gerontólogos.

Reflexões sobre um estudo etnográfico dos processos vividos por mulheres residentes num equipamento social: o método etnográfico num contexto de intervenção social

Autor: Ana Rita Costa (CIES-IUL)  email

Short Abstract

A comunicação que se segue parte de um estudo etnográfico sobre os processos vividos por um grupo de mulheres identificadas pelo sistema de protecção social como em situação de “vulnerabilidade” e procura reflectir sobre os contributos que a metodologia oferece no sector da intervenção social.

Resumo Longo

A pesquisa etnográfica enquanto metodologia que atribui particular ênfase aos lugares que as pessoas, plurais e em constante transformação, ocupam, tem desenvolvido contributos importantes para a produção de conhecimentos mais contextualizados sobre diversas questões sociais que condicionam - afectam - a vida das pessoas. No contexto da intervenção social, os estudos etnográficos têm possibilitado alcances importantes, permitindo olhares mais situados sobre estas realidades sociais.

Partindo de um estudo antropológico realizado num equipamento social, de tipologia Comunidade de Inserção, sobre os processos vividos por um grupo de mulheres que, tendo sido identificadas pelo sistema de protecção social como em situação de grande "vulnerabilidade social", necessitaram de recorrer a medidas de acolhimento institucional temporário, pretende-se reflectir em torno dos contributos que a metodologia etnográfica oferece em análises que atravessam o sector da intervenção social.

Com a perspectiva de ver as pessoas nos lugares que ocupam no contexto das suas relações sociais e valorizando a experiência como método de conhecimento, a pesquisa etnográfica desenvolvida possibilitou olhares mais próximos sobre os processos de intervenção social vividos pelas mulheres na comunidade de inserção, bem como sobre as relações que se estabelecem, por vezes, ambíguas e contraditórias, entre e com os profissionais que com elas trabalhavam.

Não esquecendo os desafios, ao longo da comunicação refletiremos sobre a construção de uma pesquisa etnográfica no contexto referido, focando-nos, sobretudo, nas suas contribuições reflexivas num terreno marcado por outras abordagens metodológicas.

ONGs de Educação Infantil e Prevenção da Violência no Brasil

Autor: Tiago Hyra Rodrigues (UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)  email

Short Abstract

Este trabalho apresenta os resultados de uma etnografia realizada em ONGs brasileiras que atuam em um viés educacional e ambicionam prevenir a violência e a criminalidade entre os jovens e crianças atendidos.

Resumo Longo

Este paper, baseado na tese de doutorado do autor, apresenta os resultados de uma etnografia realizada em Organizações Não-Governamentais educacionais localizadas em bairros empobrecidos da cidade de Florianópolis (Sul do Brasil), cujas ações sócio-político-pedagógicas visam "retirar as crianças das ruas" (leia-se: da "criminalidade" e da "violência"), e "dar oportunidades" (leia-se: "incluir"), discurso social muito comum no Brasil atual. Estas ações podem ser entendidas como manifestações da sociedade civil organizada que se dirigem ao enfrentamento de problemas sociais em um momento de aparente "crise das instituições". Além disso, são características de uma mudança de foco do enfrentamento das violências em uma direção preventiva, através da intervenção sobre categorias e configurações de sujeito. O foco deste trabalho é apresentar quais são as formas de educação propagadas por estas instituições, e o motivo de acreditarem que esta educação preveniria ou confrontaria as diversas formas de violência e criminalidade entre os jovens e crianças atendidos. Estas respostas podem ser encontradas nas formas pelas quais os agentes das ONGs (educadores, trabalhadores sociais, pedagogos, administradores) entendem a violência e suas causas: para cada possível "fonte" de violência, há uma linha educacional proposta para preveni-la. Assim, busca-se aqui explorar o entendimento do conceito de violência, assim como de suas causas, e as formas pelas quais esse entendimento afeta as modalidades propostas de intervenção e prevenção.

A Etnografia em Serviço Social: um 'olhar' sobre a importância das práticas sociodesportivas na inclusão social de jovens vulneráveis

Autor: Vanda Ramalho (Universidade Lusíada de Lisboa)  email

Short Abstract

Pretende-se abordar a etnografia, em particular a mais-valia da observação direta, como forma de produzir conhecimento sobre a importância das práticas sociodesportivas no contexto da intervenção social com jovens.

Resumo Longo

Jovens residentes em contextos urbanos estigmatizados vivenciam condições de acentuadas de vulnerabilidade social e posições periféricas no quadro da realização da sua cidadania. Num quadro de insegurança ontológica a sua construção identitária encontra-se, simultaneamente, pressionada pelas transformações globais e pelo contexto local de pertença.

Encarando o lazer desportivo como interesse subjectivo dos jovens e como contexto socializador, pretende-se conhecer a importância das práticas sociodesportivas de intervenção social na sua inclusão social.

Para tal, recorreu-se ao método etnográfico, com recurso à observação direta da intervenção sociodesportiva realizada, através da utilização da modalidade de 'futebol de rua', no projeto Bola Pra Frente, no Bairro Padre Cruz, localizado na freguesia de Carnide, em Lisboa. O período de observação ocorreu durante, aproximadamente, seis meses, através da interação com os interventores sociais e com os jovens praticantes da modalidade desportiva.

Observou-se que as práticas sociodesportivas de intervenção social possibilitam o desenvolvimento de espaços saudáveis de lazer, a valorização pessoal, o reforço da auto-estima, do espírito de pertença e integração no bairro. Para além disso, a metodologia observada permite o reforço das competências pessoais e sociais favorecendo a superação das condições de vulnerabilidade social associadas à exclusão social e territorial, ao insucesso escolar e às dificuldades de inserção na vida ativa destes jovens.

A interdisciplinaridade possibilitada pela inovação da introdução das metodologias sociodesportivas no contexto da intervenção social com jovens favorece o desenvolvimento de experiências inclusivas e de condições de maior coesão social no território, promovendo os jovens como atores da sua própria mudança.

A Etnografia em Serviço Social: O Caso das Pessoas Transgénero em Contextos de Prostituição de Rua

Autor: Nelson Ramalho (ISCTE-IUL)  email

Short Abstract

Pretende-se abordar a importância da etnografia no conhecimento das vulnerabilidades sociais das pessoas transgénero que se encontram em contextos de prostituição de rua, um público de ‘difícil acesso’ e com fracos processos de intervenção por parte dos assistentes sociais.

Resumo Longo

Pessoas cujas identidades não se enquadram nas conceções tradicionais de género e sexualidade são sistematicamente marginalizadas nos discursos, instituições e políticas que privilegiam identidades não-transgénero. Consequentemente, são remetidas para uma condição de maior vulnerabilidade. A investigação pretendeu conhecer essas vulnerabilidades vivenciadas pelas pessoas transgénero, inseridas em contextos de prostituição de rua e percecionar os impactos das suas trajetórias de vida.

Utilizou-se o método etnográfico, tendo recorrido à observação direta na zona envolvente do "Conde de Redondo", pertencente às freguesias do Coração de Jesus e São Jorge de Arroios, em Lisboa, pelas suas características de forte incidência e manifestação da prostituição de rua transgénero. A acessibilidade a estes espaços foi conseguida através da integração noturna na equipa do projeto Trans-Porta(APF) e Brigadas do Preservativo(ILGA), durante 12 meses.

Compreendeu-se que as pessoas transgénero são um grupo fortemente negligenciado, com dificuldades de acesso aos diferentes sistemas sociais. Esta opressão ocorre, desde logo, nos primeiros agentes socializadores, através da rejeição familiar e do precoce abandono escolar. A idade adulta é experienciada por limitações no acesso ao mercado laboral. Confrontam-se com insuficientes serviços sociais e de saúde e os existentes apresentam barreiras ao seu acesso. Assistentes sociais e profissionais de saúde não se encontram preparados para atender este público específico. A formação para as questões de género e sexualidade ajudará a construir competências profissionais e estratégias para responder às suas necessidades, a contribuir para a desconstrução tradicional do género e promover a implementação de políticas não heterocentradas.

Serviço social, gênero, fazeres e práticas sociais

Autors: Rita Freitas (Universidade Federal Fluminense)  email
Nivia Barros (Universidade Federal Flumnense)  email

Short Abstract

Este texto fala de duas dimensões caras ao nosso cotidiano profissional: famílias e proteção social. Assim, temos como objetivo refletir acerca da relação entre os mecanismos de proteção social e famílias pobres brasileiras – local onde as mulheres aparecem como principais protagonistas.

Resumo Longo

No Brasil, uma pesquisa mais aprofundada sobre a relação entre os mecanismos de proteção social e família se faz necessária à medida que a matricialidade sociofamiliar nas políticas sociais faz retornar ao centro do debate a discussão sobre a família, que por muito tempo ficou esquecida nos espaços acadêmicos e políticos de debate. Falar em família é tocar num tema latente da esfera privada, no papel que as mulheres desempenham dentro dela; sendo ela um dos principais mecanismos de sobrevivência e proteção de muitas pessoas (doentes, inválidos, famílias com filhos pequenos, idosos, viúvas, desempregados e pobres). Se nossa vida é uma vida de significados, se - como afirma Geertz - a cultura é como uma rede de significados que nos enreda a todos, a família é um importante elo nessa rede que nos aprisiona - homens e mulheres -, mas dentro da qual podemos nos mover. A sociedade brasileira vem sofrendo transformações em seus significados e formas. Programas como o Bolsa Família atingem o cotidiano familiar - é importante nos perguntarmos dos significados e práticas que hoje perpassam as famílias pobres: qual impacto dessas políticas? As redes ainda se fazem presentes para a resolução dos problemas? Como se exercem as formas de proteção? E, por outro lado, como as representações construídas culturalmente impactam na formulação e implementação dessas políticas. Essas são algumas questões que têm implicado nosso olhar tendo como locus de análise a cidade de Niterói.

A investigação etnográfica em Serviço Social

Autor: Berta Granja (Instituto Superior de Serviço Social do Porto)  email

Short Abstract

A construção das relações sociais de investigação e a complexidade do tratamento e análise dos dados.

Resumo Longo

A comunicação apresenta um processo de investigação etnográfico sobre o saber agir profissional dos Assistentes Sociais, saber que é aqui considerado como uma componente fundamental da sua identidade.

A comunicação descreve o processo de construção do objeto e da metodologia e aborda os problemas de gestão das relações sociais de observação no que diz respeito aos profissionais mas também relativamente às pessoas que com ele interagiam na vida quotidiana das instituições sociais.

Apresenta os diferentes tipos de dados recolhidos e a complexidade da sua categorização análise e tratamento.

São ainda analisadas as possibilidades e limites deste processo de investigação etnográfica e as condições implementadas para o necessário controlo epistemológico.

This painel is closed to new comunicação proposals.