Painéis

(P01)

Famílias multiculturais (PT/ES/EN)

Localização Sala 1, Ciências Veterinárias (Map 30)
Date and Start Time 10 September, 2013 at 09:30

Co-Coordenador

Sofia Gaspar (ISCTE - IUL) email
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Resumo Curto

As famílias multiculturais são uma realidade crescente nas sociedades atuais, podendo integrar indivíduos de várias nacionalidades, etnias, religiões e culturas. Esta sessão pretende reunir contribuições etnográficas centradas nas identidades, símbolos, rituais e tradições deste tipo de famílias.

Resumo Longo

Uma das consequências da globalização vivida nas últimas décadas é o aumento crescente de famílias multiculturais resultantes da extensão de fenómenos migratórios à escala mundial. A sua visibilidade tem vindo a suscitar interesse não só por parte de académicos, como também de outros profissionais e do público em geral. No entanto, dentro da comunidade científica existe alguma controvérsia na definição dos critérios a utilizar para definir estas famílias, sendo que não existe um consenso claro sobre se incluir na noção de multiculturalidade critérios como a raça, etnicidade, nacionalidade, cultura ou religião. De facto, é frequente o uso indiscriminado na literatura científica de múltiplas terminologias - famílias mistas, interétnicas, inter-raciais, inter-religiosas e interculturais - na descrição das famílias multiculturais. Neste sentido, o objetivo desta sessão é duplo. Por um lado, pretende-se reunir contribuições teóricas que discutam criticamente e problematizem a definição do conceito de família multicultural. E por outro lado, procura-se incluir abordagens e técnicas etnográficas centradas na análise e na compreensão das identidades, tradições, símbolos e rituais vividos quotidianamente por estas famílias. Esta sessão, pretende assim, ser um espaço de reflexão crítica em torno a questões de cariz teórico e etnográfico que contribuam tanto para enriquecer e atualizar o conhecimento sobre as famílias multiculturais, como para analisar os desafios que atualmente estas representam no âmbito das nossas sociedades e culturas enquanto núcleo privilegiado de convivência plural.

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Comunicações

Las familias Hispano-Brasileñas en Castilla y León

Autors: Elisa Duarte (Universidade de Salamanca)  email
Juan Antonio Dominguez Alvarez (IESA-CSIC)  email
Gianluigi Moscato (Unviversidad de Málaga)  email

Short Abstract

El trabajo propuesto tiene como objetivo presentar un panorama de la realidad de las familias hispano-brasileñas residentes en Castilla y León, a partir de datos sociodemográficos y de los relatos de vida, centrados en la experiencia migratoria y en la formación de la familia y convivencia intercultural.

Resumo Longo

El fenómeno de los matrimonios interculturales en España viene acompañando paralelamente la curva de evolución de la inmigración extranjera. Específicamente, desde 2000, el fenómeno ganó más visibilidad en función de la intensificación del flujo migratorio - principalmente latinoamericano. Desde años más recientes, tanto la Academia, como los movimientos ciudadanos, tratan de buscar los sentidos y significados de ser familia intercultural en España. Básicamente, el debate actual se centra en la denuncia de la ineficacia de los marcos normativos españoles que afectan directamente estas familias, así como su abordaje en relación a las estrategias conjunta de adaptación e integración en la sociedad de destino.

En este contexto surge la Asociación de Familias Mixtas (ASFAMIX), con el objetivo de denunciar las dificultades enfrentadas por quienes, en España, forman familia con ciudadanos extranjeros, especialmente extracomunitarios. Por otra parte, la Asociación Observatorio de Estudios Socioculturales (OES), apoyando desde la perspectiva del estudio, memoria y defensa del patrimonio inmaterial, en conjunto con ASFAMIX, establecen la colaboración en la elaboración de un estudio que de cuenta de la realidad de las familias hispano-brasileñas en España, centrado en el contexto castellanoleonés; justificado en función del elevado número de matrimonios entre hombres españoles y mujeres brasileñas, celebrados desde los últimos cinco años. Igualmente, el trabajo analizará este fenómeno a la luz de fuentes sociodemográficas y en los relatos de las experiencias de vida.

Família e Interculturalidade: o matrimônio transpondo fronteiras

Autor: Maria Eduarda Noura Rittiner (UERJ/UNIGE)  email

Short Abstract

Vivemos numa época de mudanças sociais rápidas e de grandes avanços tecnológicos. Este trabalho aborda como o fluxo migratório tem aumentado as famílias interculturais e os casamentos formados entre homens suíços e mulheres estrangeiras.

Resumo Longo

Famílias multiculturais (P01) (PT)

Alguns teóricos da modernidade assinalam que este é um momento histórico de profundas mudanças que afetam tanto o espaço público como o privado, ou seja, a família e o casamento. Uma dessas mudanças são os aumentos vertiginosos dos casamentos interculturais. Assim, este trabalho enfoca os casamentos entre homens suíços e mulheres estrangeiras, mais precisamente das mulheres de países em desenvolvimento.

Busco analisar como as mudanças na família suíça e os novos formatos afetam a família, o casamento, e, mais precisamente, o homem suíço; aprofundar alguns desdobramentos da vida do homem suíço partindo da relação homem-mulher; analisar as relações afetivo-conjugais interculturais entre homens suíços e mulheres estrangeiras; compreender o que fundamenta sua escolha por uma relação estável com alguém de uma cultura diferente; e captar a percepção que os sujeitos envolvidos possuem no curso da dinâmica da estruturação desses mesmos relacionamentos.

Trabalharei os conceitos de "casamento misto" e de "casamentos interculturais", a sua similaridade e a sua distinção. Salientarei, igualmente, como os casamentos interculturais na Suíça têm sido mais frequentes com os países em desenvolvimento e, principalmente, entre os "homens suíços" e as "mulheres brasileiras", colocando o Brasil entre os países com quem os suíços mais contraem casamentos interculturais em geral e o primeiro entre os países em desenvolvimento. Foram utilizados dados do senso suíço sobre os casamentos entre suíços e estrangeiros(as), entrevistas com homens suíços e suas esposas sobre a vivência de seu casamento intercultural.

Para a apresentação do trabalho serão usados o data show ou retroprojetor.

Giving meaning to the children's (dual) citizenship: narratives of Estonian mothers and Portuguese fathers

Autor: Age Viira (Tallinn University)  email

Short Abstract

This paper focuses on the attitudes towards children’s (dual) citizenship among bi-national couples. The stories of Estonian mothers and Portuguese fathers reveal how the concept of (dual) citizenship helps to negotiate the (multiple) identities of their children.

Resumo Longo

In contrast to far-reaching Europeanization in a wide range of policy fields that have favoured the emerging of European intra-marriages as a social phenomenon (Gaspar 2008), the state policies concerning (dual) citizenship of children from binational parents vary within EU (Vink, de Groot 2010). As just few of the studies conducted from the sociological approach of the citizenship show, parents create their own meanings of citizenship depending on a social context (but see de Hart 2010 for notable exception), and can be mediated with particular individuals, such as spouses, partners children and parents. Thus the concept of relational citizenship in case of mixed marriages requires a more complex analyzes (Knop 2010, 94).

Estonian mothers and Portuguese fathers (living in Estonia, Portugal or in the "third" country) were interviewed in order to understand the transmission of citizenship and dynamics of meanings behind it. The stories of these parents demonstrate how the dual citizenship helps to negotiate (multiple) identities of their children. At the same time the transmission of the national citizenship has a symbolic importance as an identity status: it becomes a way to stress the national identity of these kids. Although social practices and sentiments of these parents are transnational characteristic to those from new generation of Europeans (Spanò, Musella, Perone 2012), their attitudes towards European citizenship follow the same path only to an extent.

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